Um ecossistema para comunicar, bem-vindo ao Manaus Digital

Tempo de leitura: 12 minutos

A cidade de Manaus está passando por uma transformação espetacular.

A cada dia novas startups surgem, novas leis são criadas e mais e mais cidadãos aderem à algum serviço digital. Com isso conseguimos ver uma nova força nascendo e transformando a nossa economia: a produção digital.

Hoje ainda muito baseada no industrial, Manaus sofre os riscos de uma política econômica liberalista e agressiva, e apesar dos incentivos ao Pólo Industrial terem sido renovados, é cada vez mais difícil trazer novas indústrias para a cidade, e muitas das que estão estabelecidas pensam em sair para o sudeste. Com o mundo mais competitivo, a produção de duas rodas e eletrônicos pena com problemas de distribuição devido à nossa posição geográfica.

O frete de saída do Amazonas é muito caro!

Ditado popular

E é por isso, e graças às melhorias nas telecomunicações e à Internet que as iniciativas digitais ganham mais peso a cada dia e não param. Tivemos, nos últimos anos, o surgimento de incontáveis startups, a criação do CODESE e da Associação do Pólo Digital, o surgimento de inúmeros coworkings e espaços destinados à inovação, a vinda de grandes startups para nossa cidade, o reposicionamento de grandes institutos como o Sidia e o INDT, se alinhando para o mercado, e a concepção e realização de duas edições da Feira do Pólo Digital de Manaus, entre outras tantas iniciativas em prol da inovação do Amazonas.

Inovação e negócios no Amazonas é o movimento que fortalece as novas formas de geração de riqueza promovendo sustentabilidade para a região e protegendo a floresta em pé.

Daniel Goettenauer, business development SIDIA/ Manaus Tech Hub.

O movimento de negócios digitais se consolidou nos últimos anos, e iniciativas de longa data ofereceram suporte para o diálogo construtivo do apoio e desenvolvimento de um ecossistema promissor de startups. É o caso da comunidade de Startups Jaraqui Valley , desde 2014 um grupo de pessoas, entusiastas, líderes de comunidades, startups, empreendedores tradicionais e empresas discutem temas ligados ao movimento de startups local e no Brasil, evidenciando as startups locais que emergem nesse cenário competitivo.

A comunidade Jaraqui Valley, no início desse movimento, foi um dos únicos meios de chegar ao universo startup, através dos meetups mensais, startups e jovens, que queiram sem candidatar ao universo do empreendedorismo, têm o meetup como uma fonte de informações e networking. Os meetups Jaraqui Valley ainda realizam esse papel, em 2020 temos 11 meetups já programados, e no final do ano o reconhecimento dos melhores do ano, feito pela comunidade.

Marcelino Macêdo, cofundador comunidade Jaraqui Valley.

Outro ator no ecossistema é o SEBRAE Amazonas, juntamente com o início do movimento startup, o Flash SEBRAE, programa de capacitação de startups, surgiu em 2014 e agora atende pelo nome Startup Amazonas. Deste modo, as startups que necessitam se qualificar no universo digital têm o suporte do SEBRAE AM. Nos últimos anos o SEBRAE Amazonas se desdobrou em iniciativas como SEBRAELAB, e capacitação focada no investimento early stage, Speed Mentores de assessoria jurídica, SEBRAE Startup Day e se mostra um ator de grande relevância para o desenvolvimento econômico sustentável de negócios digitais.

O ano de 2020 é ponto de virada para o ecossistema de inovação no Amazonas, os atores estão amadurecendo em estratégias e atuação e este ano temos a missão de impulsionar universidades para elas sejam geradoras de negócios inovadores em sintonia com mercado, gerar empregabilidade para esses novos modelos de negócios, novos profissionais, romper e usar nossa potencialidade dar visibilidade a Amazônia.

Fabíola Almeida, head de startups SEBRAE Amazonas.

E quando o assunto é capacitar jovens, o Ocean Manaus possui destaque, com seus programas, inicialmente, focado em jogos e aplicativos, agora se consolida com um espaço para inovação, programas e eventos destinados a startups e acolhedor de discussões relevantes para a construção do ecossistema empreendedor.

Ao longo desse processo de construção o ecossistema atores foram identificando o seu papel e contribuindo para o fortalecimento do mesmo, e o Governo do Estado abriu as portas para discussão com o Demoday Amazonas, uma competição de novos negócios através da dafesa de pitchs. Hoje o Governo do Amazonas, através da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia – SEDECTI, políticas públicas são elaboradas para facilitar o acesso e estruturação dos negócios digitais no Amazonas.

Ainda se tratando de leis e infraestrutura para empreender, o Governo Municipal institui políticas para inovação, lançou o Inova Manaus, que através de uma competição de negócios elegeu melhores projetos inovadores para solucionar problemas da cidade, debate frentes legislativas para o pacote tributário de incentivo às startups e consolida o centro antigo como um local para inovar através do Distrito da Inovação.

Um dos papéis da secretaria executiva de ciência, tecnologia e inovação é promover, por meio de políticas públicas de CT&I a interação entre o setor produtivo com o setor público incentivando o desenvolvimento tecnológico e a pesquisa científica que sejam capazes de gerar empreendimentos inovadores, capital intelectual de qualidade e subsídios que fortaleçam e desenvolvam matrizes econômicas no Estado do Amazonas.

Leonardo Silva, Chefe do Departamento de Extensão Tecnológica e Inovação da SEDECTI – Governo do Amazonas

Vemos o desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo digital Amazonense como um grande pilar para diversificação de nossa economia. Uma vez que, nossa economia advinda do Polo Industrial de Manaus que já chega aos seus 53 anos de existência, conta com mais de 500 indústrias, em 2019 teve faturamento de aproximadamente R$ 79 bilhões e gerou cerca de 86 mil empregos. A lei de informática da Amazônia Ocidental, através da SUFRAMA, possibilitou o investimento de de PD&I (pesquisa, desenvolvimento e inovação) em programas que visam o desenvolvimento regional em diversas frentes: Recursos Humanos, Biotecnologia, Empreendedorismo Inovador e Economia Digital.

Hoje, além de investir nas startups, as empresas estão mais interessadas em usar as soluções. Este fato, amplia o leque de oportunidade que as startups tem de fortalecer o networking com a indústria, visando atrair investimentos de forma mais rápida para os seus negócios, e o Programa Prioritário de Economia Digital é o canal mais eficiente da região para esse fim.

Rafael Teodósio, analista de inovação INDT, head de portfólio PPED.

Além do movimento de investimento em negócios liderado pela lei de informática, SUFRAMA e os institutos credenciados. Iniciativas independentes, como o Loopa Investimentos, foram criadas com o objetivo de disseminação das práticas de investimentos anjos e aproximação do mercado de venture capital para formação de uma rede de investidores locais.

Todo esse movimento do polo industrial e a dinâmica da economia que clamava por projetos e iniciativas para estimular a mudança, primeiramente de mindset empreendedor, ofereceu suporte para criação do CODESE – Conselho de desenvolvimento econômico, sustentável e estratégico de Manaus que apoia e ajuda a desenvolver o ecossistema de startups. Como uma das iniciativas do CODESE, a Feira do Polo Digital movimentou o cenário de tecnologia e empreendedorismo da cidade, na sua segunda edição teve um público de 10 mil pessoas em seus três dias de evento.

O Codese pode contribuir muito com o ecossistema de inovação de Manaus, pois acreditamos que a revolução que precisamos para alcançar nossas metas até 2038 precisa ser baseada em inovação para potencializar as matrizes econômicas existentes e para desenvolver novas matrizes. O Codese lançou a proposta do Polo Digital de Manaus em 2018, realizou 2 edições da Feira do Polo Digital de Manaus (2018 e 2019), contribuiu com o pacote de leis da Prefeitura para incentivar o desenvolvimento do Polo Digital de Manaus, sugeriu a contratação de consultoria especializada para o Polo Digital de Manaus (trabalho que está em andamento com a Porto Marinho), e contribuiu com a ideia da constituição da Associação do Polo Digital de Manaus.

Euler Guimarães, vice-presidente Codese.

Hoje, a Feira do Polo está no calendário oficial da cidade e concorre com grandes eventos nacionais. Como desdobramento, um dos grande resultados para nossa comunidade foi a criação da Associação do Polo Digital de Manaus, com o objetivo de organização de atores de inovação e oportunidade para consolidação de startups. Outro evento de muita visibilidade no cenário empreendedor é a Conferência Amazônica de Empreendedorismo e Inovação que já está em sua 4ª edição em 2020, sempre discutindo temas como mercado de blockchain e microcrédito para inovação.

Outro ponto de destaque são os locais de inovação que possibilitam a densidade de eventos na nossa região, os pioneiros Cardume Network e Impact Hub Manaus tem grande bagagem de apoio ao ecossistema e proporcionam à comunidade locais de integração e práticas inovadoras. Em seguida, Vila Hub se posiciona fortemente para ajudar no empreendedorismo inovador, como host e organizador do evento VH Summit que debate temas importantes como governo e tecnologia. Como mais uma iniciativa, o Acelera Amazônia, iniciativa da Rede Amazônica para inovação, se afirma como um hub, espaço e comunicador da inovação.

Mais recente o Valyup já se destaca por ser um dos fundadores da Associação do Polo Digital, hoje hospeda várias de nossas startups e é host de grande eventos, como os meetups Jaraqui Valley. Um movimento interessante dos locais de inovação é a aderência da iniciativa pelo governo municipal com o Escritório do Empreendedor da SEMTEPI que oferece orientações e cursos para os empreendedores, e concluindo o cenário para 2020, o espaço de inovação do SIDIA, Manaus Tech Hub, o qual já foi host de eventos internacionais como a competição de negócio da NASA.

O amadurecimento das comunidades de inovação desenvolve um papel estratégico na formação de jovens e debate temas importantes para o pensamento crítico que um empreendedor deve ter. Vamos citar algumas, mas enquanto escrevemos, uma nova comunidade pode estar nascendo. Cunhantã Digital, PyLadies, PyData, EduInovam, Makers Manaus, GDG Manaus, Women Tech Makers, Agile Manaus, SIDAE todas com um objetivo muito nobre de desenvolver intelectos em suas respectivas áreas.

Comunidades são importantes para a promoção de inclusão e diversidade nas áreas de Tecnologia e Empreendedorismo.

Ludymila Lobo, community leader GDG Manaus/ Women Tech Makers

Diante de todas essas iniciativas, projetos, programas, coletivos organizados e negócios digitais, nos do Manaus Digital vimos a necessidade de comunicar nosso ecossistema, e fazer aparecer todas nossas práticas de inovação e desenvolvimento regional. Queremos muito mais que ser um portal de comunicação, queremos ser um elo de conexão entre startups, empresas, investidores, comunidades à fora, e todos aqueles que necessitam saber mais da grande Amazônia empreendedora.

Atualmente a Comunicação é a sua essência de “tornar comum” ou promover uma comunhão sobre assuntos relevantes. A Comunicação é a base do diálogo e a sustentação da Controvérsia. A Colaboração e o Compartilhamento são peças chaves para o fortalecimento saudável para a existência de um Ecossistema de Inovação. Só há Inovação quando existe uma Troca de informações e de conhecimentos entre as partes. Inovar é ousar a comunicação.

Ives Montefusco, Relações-públicas, especialista em comunicação nas comunidades empreendedoras.

Educar sem partilhar conhecimento e direcionamento para empreender sem inovação é pura frustração.

Olinda Marinho, Presidente Rede de Empreendedorismo e Inovação do Amazonas, coordenadora PEIEX AM/RR

Esperamos que aproveite e aprecie tudo que preparamos! E principalmente, que o portal Manaus Digital contribua e fortaleça os negócios digitais na região, assim como seja um indutor da educação empreendedora. Que consigamos ser voz para nossas startups.

Aqui em Manaus tem um mercado muito promissor pra criar uma startup e conseguir tracionar. Sinto falta ainda de uma cultura mais forte em contratação dos serviços das startups. A startup dizer que existe não é o suficiente, as empresas e instituições locais tem que entender melhor a dinâmica de se desenvolver junto com nossas empresas, existirão erros e acertos, mas não adianta querer aproximar só com mentoria, contatos e coisas do tipo, tem que contratar o serviço, ter mais canais de comunicação pode ser um meio impulsionador desse cenário.

Macaulay Souza, CEO startup Onisafra

Estamos em um momento em que o profissional procura pautar a sua carreira profissional em um propósito, e não somente trocar suas horas por um salário. E como consequência disso, surgem os empreendedores e as startups. Mapear um problema e propor uma solução é o início de tudo, o importante mesmo é conhecer o mercado, saber gerir uma equipe, contornar os problemas burocráticos e saber enfrentar todos os tipos de problemas que o empreendedor tem no dia a dia. E para isso, faz-se necessário ter o apoio de um ecossistema e colaborar para que ele fortaleça cada vez mais.

Pedro Cavalcante, CEO da Startup Communy.

#manausdigital
Glaucia, Fernanda, Léo, João e Daniel

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Melhores respostas

  1. joao says:

    Acredito que estamos na melhor época para se empreender em Manaus.

    a oficialização do Pólo esse ano e o apoio do governo junto com os programas prioritários são otimos sinais e devem movimentar bastante a economia digital nos próximos meses.

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