Oh, girls just wanna have fun?

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Quem conhece essa música, assim como eu, também leu quase cantando essa frase da icônica música da Cyndi Lauper. Mas em pleno 2020, meninas e mulheres querem muito mais que apenas diversão.

Ainda bem que já é considerado passado que o dia da mulher, 8 de março, era entendido pela maioria, principalmente dos homens, como algo decorativo: flores, chocolates, declarações. Hoje conseguimos trazer uma consciência muito maior do que esta data representa, o peso que ela quer mostrar ao mundo.

Este dia, mais do que exaltar as mulheres que temos à nossa volta, serve como um momento de reflexão e oportunidade para que todos avaliem as suas atitudes nos demais 365 dias desse ano (ano bissexto, um dia a mais para se pensar rs). Compartilhar o respeito e, mais importante, trabalhar de diversas formas para buscar a igualdade de gêneros, principalmente em áreas do mercado de trabalho que são predominantemente masculinas. A área de tecnologia pode ser citada como uma delas.

Segundo o IBGE, dos mais de 580 mil profissionais no mercado de TI, só 20% são mulheres.

Há anos mulheres incríveis vêm falando sobre as batalhas diárias que encaram e muitas delas merecem um espaço especial nesse post “comemorativo”. É muito fácil citarmos mulheres mundialmente reconhecidas, como Susan Wojcicki, CEO do YouTube ou então Ginni Rometty, CEO da IBM, e Marissa Mayer, que foi CEO do Yahoo!.

Pensando nisso, pedi ajuda aos meus amigos nas redes sociais para citaram mulheres e projetos locais como exemplo de poder, força e talento. Sendo assim, separei algumas para ilustrar que a mulher tem conseguido seu espaço no mercado tecnológico atual e muitas delas vêm criando seu próprio espaço.

Clarissa Oliveira

Clarissa é empreendedora e especialista em inovação, desenvolvimento de startups e programas de inovação aberta. Formada em Engenharia de Produção pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e Engenharia Elétrica pela UEA (Universidade Estadual do Amazonas), foi analista de projetos de P&D no Instituto Certi Amazônia, fundadora do MEU – Movimento de Empreendedorismo Universitário, que é uma empresa que fomenta a educação empreendedora, e atua transformando ideias em negócios através de programas de pré incubação e aceleração oferecendo as ferramentas e estímulos necessários para tirar ideias do papel, além de produtos para o desenvolvimento de carreira e do MEU UP, negócio Social com foco em educação empreendedora e consultoria em projetos de inovação aberta e gestão para startups. Hoje é líder de inovação na SEMTEPI – Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação, atuando como Liderança no eixo de inovação, empreendedorismo e políticas públicas para startups, construção de programas para o desenvolvimento da inovação e novos negócios inovadores.

Glaucia Campos

Glaucia Campos é administradora e publicitária, especialista em gestão pública e políticas públicas, inovação, empreendedorismo e criação de startups. Seu objetivo de vida é impactar pessoas através do empreendedorismo, colaboração e cocriação de ideias. Atuou apoiando o desenvolvimento de empresas nascentes de alto impacto, as chamadas startups, através da gestão do projeto de capacitação Flash SEBRAE para Startups realizado pelo Sebrae Amazonas. Já participou como mentora e jurada nos eventos Startup Weekend e 100 Open Startups, e organizou o evento SEBRAE Startup Jungle, voltado para soluções inovadores na Amazônia. Organizou, através do SEBRAE-AM, missões técnicas para ecossistemas de startups mais evoluídos do Brasil. Atua, voluntariamente, em ações de organização e orientação do ecossistema empreendedor de Startups – Jaraqui Valley. Hoje atua como consultora de negócios e líder de ecossistemas de inovação no Instituto de Desenvolvimento Tecnológico – INDT, na articulação com atores dos ecossistemas do Norte do Brasil para impulsionar startups no Programa Prioritário de Economia Digital, na construção de uma comunidade empreendedora e iniciativas de inovação aberta no Projeto HawkLab, na Diffusus Inovação focada em treinamentos e processos de validação de negócios, como hostess do portal de comunicação do ecossistema de inovação Amazonense, Manaus Digital e voluntária na organização de Startup Weekends e do chapter Manaus Founder Institute.

Larisse Drumond

Administradora e mestranda em Propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Atua desde 2012 na área de gestão da inovação, mentorando negócios de pequeno porte, também participa voluntariamente como jurada em competições e avaliadora de projetos de inovação. Autora de um capítulo de livro que trata de uma metodologia para mensurar o grau de inovação nas incubadoras de empresas. Idealizou projetos e programas na Prefeitura como o Inova Manaus e o Decolar, além das demais políticas públicas para fomentar o ecossistema. Também faz parte da coordenação da Feira do Polo Digital e da Associação Polo Digital de Manaus, lançada recentemente.

Tanara Lauschner

Engenheira Eletricista pela UFAM-1998, é Mestre em Ciência da Computação pela UFMG e Doutora em Informática pela PUC RJ. Atua como Professora da Universidade Federal do Amazonas desde 2002, tendo atuado previamente em empresas do distrito industrial de Manaus e em instituições de pesquisa. Atua no movimento de Mulheres através da União Brasileira de Mulheres (UBM) e é Coordenadora do Programa Cunhantã Digital, Diretora do Instituto de Computação da UFAM e Membro Titular do Comitê Gestor de Internet (CGI.br).

Projeto Cunhantã Digital

O Projeto teve abertura em 2015 através de uma iniciativa da Fabíola Guerra Nakamura, que também é docente em Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Sistemas de Informação na UFAM (Universidade Federal do Amazonas). O Cunhantã Digital tem como missão estimular o aumento do quantitativo feminino na área de exatas com foco em tecnologia e computação, despertando o interesse de alunas do ensino médio/tecnológico e/ou dos anos finais do ensino fundamental, para motivá-las a seguir carreira em Computação. O projeto também visa fomentar o debate de gênero na academia e no mercado de trabalho tecnológico contribuindo para a formação de profissionais mais engajados tanto em busca da emancipação individual de cada mulher, quanto da consciência coletiva necessária à superação de preconceitos e tabus, desmistificando a visão tradicional de que as áreas tecnológicas são masculinas. O Projeto Cunhantã Digital oferta minicursos, oficinas, treinamento de equipes femininas para olimpíadas e maratonas de computação, levantamentos de dados e publicações científicas; palestras com estudantes e profissionais que já atuam na área compartilhando suas experiências.

PyLadies Manaus

PyLadies é um grupo de mentoria internacional com foco em ajudar mais mulheres a se tornarem participantes ativas e líderes na comunidade Python, que é uma linguagem de programação de alto nível. O projeto tem como objetivo fornecer uma rede de apoio amigável para as mulheres e uma ponte para o mundo de Python. Qualquer pessoa com interesse nessa área é incentivada a participar!