eLearning: educação à distância para escolas e empresas

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Estamos vivendo uma transformação na forma em que educamos nossas crianças e cidadãos. A educação ainda é, curiosamente, uma das áreas menos afetadas pela globalização e tecnologia, mas sua transformação já se iniciou.

Esse artigo foi escrito durante a crise do Coronavírus, COVID-19.

Apesar dessas mudanças em como aprendemos e ensinamos não estarem diretamente relacionadas com a pandemia que vivemos, nas últimas semanas conseguimos observar a aceleração na adoção de ferramentas de EAD (educação à distância) decorrente do isolamento imposto pelo vírus, fazendo desse um ótimo momento para abordarmos o assunto.

Tecnologia para o tradicional, o que fizemos até agora

EAD e eLearning não são termos de agora. Há 20 anos atrás eu tive contato com o Moodle na USP, que serviu de base para o meu trabalho de conclusão de graduação: um sistema chamado Panda, que era um LMS (Learning Management System) quando o termo ainda não existia. Ele tinha muito do que os sistemas atuais tem, como postagem de conteúdo e aulas, submissão de trabalhos, notas e um fórum de discussão por disciplina.

Fiquei surpreso quando minha filha mais velha me mostrou o sistema utilizado por ela no CMM (Colégio Militar e Manaus): é o moodle! Toda uma nostalgia veio à tona e resolvi compartilhar um pouco sobre o assunto com vocês.

Moodle, plataforma, prós e contras

Ajudando ela a utilizar o ambiente notei que alguns dos problemas do Moodle ainda existem. Entendam: não é uma crítica! Mas acho que vale comentar um pouco sobre isso.

O Moodle é um sistema open source, e, o mais popular do mundo. Ele é fruto da dedicação de muitos desenvolvedores e educadores e é feito de forma colaborativa e para atender milhares de necessidades e cenários distintos. Como o website deles mesmo diz, o Moodle não é um sistema, é uma plataforma educacional.

O Moodle tem inúmeras vantagens. Principalmente que é a plataforma mais utilizada no mundo, em muitas línguas, compatível com os padrões de conteúdo educacional vigentes, possui muitos módulos e plugins e principalmente comunidades ativas para suportar o sistema em diversos países, como o Moodle Brasil, por exemplo.

Mas como uma plataforma open source, ele carrega os problemas desse modelo. Apesar de ser gratuito, a implantação e customização são caras e difíceis, o suporte existe mas não é ágil e em geral vai exigir que sua escola ou organização possua um ou mais especialistas para resolver os problemas e a suavidade nunca vai se comparar com ferramentas de mercado. Um paralelo é pensarmos em windows vs linux por exemplo. Por muito que o linux tenha evoluído, o windows acaba sendo a solução mais rápida e barata para a maior parte dos cenários.


Sabendo disso, muitas empresas se dedicaram a desenvolver sistemas de gestão de educação proprietários. Conhece algum e recomenda? Conta pra gente!

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